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O algoritmo do Instagram, quando quer, entrega bom conteúdo e, consequentemente, pessoas com conteúdo. Coisa rara na feira das vaidades digital que as redes sociais se tornaram. Foi assim que descobri a Hanna, através de uma carta que ela criou sobre a indústria dos lacticínios. As suas partilhas mostram alguém que não tem medo algum de mergulhar de cabeça e nadar contra a corrente, seja sobre os animais, seja sobre a visão paradigmática da maternidade. O seu testemunho é, a meu ver, um dos mais crus desta rubrica, no qual ela fala, principalmente, sobre como o veganismo inclui respeitar a empatia que as crianças sentem pelos animais e como faz dele, portanto, algo natural do ser humano e não uma imposição. Palavras que, mais do que merecem ser lidas, merecem ser absorvidas.
Fala um bocadinho de ti.
Sou originalmente da Bielorrússia e vivo actualmente nos Países Baixos. A minha formação profissional é em Design UX, sendo que hoje a minha vida é dedicada a ser mãe a tempo inteiro da minha filha de 3 anos e activista pelos direitos dos animais. Recentemente, o meu activismo também tomou um rumo criativo: escrevo livros infantis centrados no veganismo e no respeito pelos animais, e o meu primeiro livro está, neste momento, a ser ilustrado.
Quando te tornaste vegana? Quais foram os motivos principais?
Tornei-me vegana há menos de um ano, embora tenha sido vegetariana durante os sete anos anteriores. Durante muito tempo, estive profundamente condicionada pela ideia de que o veganismo fazia mal à saúde. Tornar-me mãe mudou isso: levou-me a questionar as coisas de forma mais crítica, a procurar efectivamente por investigação científica e, finalmente, compreendi que a narrativa antivegana não passa de uma mentira.
Quando finalmente abri os olhos para a realidade da exploração animal, reconhecendo que os animais são indivíduos sencientes, que não nos pertencem, simplesmente não consegui voltar a fechar os olhos.
Aproveitando para partilhar sobre outras culturas, como é ser mãe e vegana nos Países Baixos?
É um país de grandes contrastes: por um lado, os Países Baixos têm opções veganas fantásticas, comunidades muito boas e inúmeras oportunidades para fazer activismo. Por outro, é um país fortemente agrícola, onde os lacticínios — especialmente o queijo — comportam um papel enorme na cultura alimentar. Além disso, há uma kinderboerderij (quinta pedagógica com animais) em praticamente todos os bairros.
É um desafio constante tentar navegar neste ambiente. Como a minha filha não frequenta uma creche, ainda não teve de enfrentar directamente o conflito diário entre os valores da nossa família e a forma como o resto do mundo, maioritariamente, funciona. Mas, à medida que vai crescendo, começa a reparar nessas contradições. E responder às suas perguntas sobre as mesmas já se tornou uma base integrante do nosso quotidiano.
Adoptaste uma alimentação totalmente vegetal há menos de um ano. Como foi essa mudança, tanto para ti como para a tua criança?
A transição foi incrivelmente tranquila para todos nós: as únicas coisas que nos separavam de uma alimentação de base vegetal eram o queijo, os ovos e o mel. Fizemos a mudança passo a passo, trocando esses alimentos que consumíamos por alternativas de origem vegetal.
Para a minha filha, a única mudança verdadeiramente perceptível foi os ovos. Limitámo-nos a contar-lhe a verdade sobre aquilo pelo qual as galinhas são forçadas a passar para que um ovo chegue ao nosso prato. Ela aceitou, fez várias perguntas muito ponderadas e, passado algum tempo, começou até a sugerir que abordássemos as pessoas que estavam a comprar ovos no supermercado, para lhes contarmos aquilo que sabemos.
Para mim e para o meu marido, a mudança foi igualmente simples e transformou totalmente, para melhor, a forma como comemos. Comprei alguns livros de culinária vegetal e cozinhar tornou-se num verdadeiro passatempo para mim. Nunca comemos de forma tão variada e deliciosa como até agora.

arte de Julianna Bíbor
Tornares-te mãe mudou a forma como encaras o veganismo ou a tua relação com os animais?
Mudou absolutamente tudo para mim. Tornar-me mãe alterou totalmente a minha perspectiva.
Nunca apoiamos jardins zoológicos ou outras formas de entretenimento baseadas no confinamento e na exploração animal. Sempre adorei cães e fiz voluntariado, mas estava convencida de que as galinhas punham ovos e as vacas davam leite porque é assim que a natureza determinou que as coisas fossem.
Mas, certo dia, enquanto estava a cozinhar um ovo para o pequeno-almoço, a minha filha questionou-me do que era ele feito. Foi a partir daí que comecei a aprofundar estas questões e descobri o horror absoluto daquilo que realmente acontece. Viver, na primeira pessoa, a profundidade e a força do vínculo entre uma mãe e o seu filho fez-me sentir fisicamente doente perante a ideia de que existem indústrias que literalmente lucram com a destruição de famílias.
Escreveste uma carta sobre a indústria do lacticínios. Consideras que o veganismo também é uma questão feminista?
Sem dúvida. A indústria dos lacticínios, tal como o resto da pecuária, assenta inteiramente na exploração do sistema reprodutivo feminino e na ruptura sistemática da ligação entre mães e filhos.
Acredito plenamente que não podemos defender genuinamente os valores feministas e a autonomia corporal enquanto financiamos a reprodução forçada e a exploração dos corpos femininos de outras espécies.
Em criança, testemunhaste situações de crueldade extrema contra animais e foste ensinada a vê-las como “a ordem natural das coisas”. Que impacto teve essa dicotomia em ti?
Quando os adultos que amamos e em quem confiamos nos dizem que a violência é “a maneira como o mundo funciona”, tal cria uma dissonância cognitiva profunda e dolorosa.
Hoje percebo, racionalmente, que, enquanto criança, tinha pouquíssimo poder para resistir ou defender o meu ponto de vista perante os adultos que me rodeavam. No entanto, sinceramente, ainda me custa perdoar a minha versão mais jovem por não ter estabelecido essa conexão mais cedo.
Reconectar-me, enquanto adulta, com essa empatia que fora reprimida foi um processo muito pesado. Fez-me ver até que ponto todos nós somos abissalmente condicionados pela sociedade, e essa percepção tornou-se a minha principal motivação para quebrar, com a minha própria filha, este ciclo de crueldade normalizada.
Como é criar uma criança antiespecista num mundo especista? Quais os desafios?
Criar uma criança antiespecista num mundo especista é, indubitavelmente, um desafio constante. As pessoas à nossa volta conseguem ser incrivelmente críticas – mas continuo a tentar encontrar maneiras de desconstruir esses estereótipos e mostrar-lhes que não “comemos só erva”.
Há, sem dúvida, momentos em que me sinto tão sobrecarregada que sinto que a única solução é cortar relações com pessoas não-veganas, mas percebo que isso não é uma opção.
Com a minha criança, abordo as conversas sobre os animais com absoluta honestidade, procurando encontrar palavras adequadas à sua idade.
Dói todas as vezes, porque sou em quem está, aos poucos, a desconstruir aquela versão perfeita e intocada do mundo em que ela entrou – um mundo onde as mães e os filhos ficam sempre juntos e ninguém magoa deliberadamente outro ser.
Gostarias de deixar alguma mensagem para as mães e os pais, em geral?
A minha principal mensagem é esta: se criam o vosso filho como vegano estão a dar-lhe uma escolha, e não a fazer essa escolha por ele.
É frequente ouvir que os parentes veganos privam os filhos de alguma coisa ou escolhem por eles. Todavia, banalizar a exploração e alimentar as crianças com pedaços de corpos e secreções de animais, antes de elas sequer compreenderem o que são, é que constitui a verdadeira imposição de uma escolha.
Um dia, os vossos filhos poderão sentir-se gratos por terem crescido fora desse padrão de violência, conservando a sua empatia natural intacta. ■
publicado em
Na Bíblia está escrito que os animais foram criados para servir o Homem, pelo que podemos usá-los à vontade.
Para além de ser um argumentum ad antiquitatem (apelo à antiguidade), esta afirmação:
• É implicitamente uma petição de princípio (raciocínio circular: Na Bíblia está escrito que podemos comer animais, pelo que podemos comer animais porque está escrito na Bíblia);
• Leva frequentemente ao bulverismo (considera-se a priori que o oponente está errado, mas, no lugar de o refutar, tenta-se explicar porque o oponente o usa, sendo uma falácia ad hominem circunstancial. Por exemplo: Não aceitas que Deus criou os animais para serem comidos porque não leste a Bíblia / és ateia / a tua religião não é cristã / etc.).
Basicamente, defende que os animais podem ser usados e mortos para os nossos fins porque tal encontra-se numa obra criada com base num argumento ontológico. Um argumento ontológico é todo e qualquer argumento que defende a existência de Deus através da ideia de que Ele é obrigatoriamente um ser perfeito e, portanto, a sua existência é necessária e certa (que, por acaso, é outra petição de princípio). Tendo em conta que a Bíblia é o reflexo escrito dessa entidade divina sumamente perfeita, tudo o que encontra-se nela é verdadeiro e válido, incluindo a exploração dos animais.
• É implicitamente uma petição de princípio (raciocínio circular: Na Bíblia está escrito que podemos comer animais, pelo que podemos comer animais porque está escrito na Bíblia);
• Leva frequentemente ao bulverismo (considera-se a priori que o oponente está errado, mas, no lugar de o refutar, tenta-se explicar porque o oponente o usa, sendo uma falácia ad hominem circunstancial. Por exemplo: Não aceitas que Deus criou os animais para serem comidos porque não leste a Bíblia / és ateia / a tua religião não é cristã / etc.).
Basicamente, defende que os animais podem ser usados e mortos para os nossos fins porque tal encontra-se numa obra criada com base num argumento ontológico. Um argumento ontológico é todo e qualquer argumento que defende a existência de Deus através da ideia de que Ele é obrigatoriamente um ser perfeito e, portanto, a sua existência é necessária e certa (que, por acaso, é outra petição de princípio). Tendo em conta que a Bíblia é o reflexo escrito dessa entidade divina sumamente perfeita, tudo o que encontra-se nela é verdadeiro e válido, incluindo a exploração dos animais.
Para além disso, a Bíblia foi escrita por homens e, por mais que tenham sido agraciados com a inspiração divina, obviamente que os seus limites e imperfeições enquanto seres humanos influenciaram o modo como escreveram. Não é por acaso que a Bíblia é ambivalente: tanto defende a vida dos animais como a despreza. Quem utiliza a Bíblia para defender a exploração dos animais apoia-se somente em versículos que perpetuam essa exploração e menospreza os capítulos que ditam precisamente o contrário.
Se Deus é inquestionavelmente justo, como poderia criar seres sencientes com a finalidade de serem explorados e mortos?
Por fim, a Bíblia tem passagens que, para
além da exploração dos animais, também aparentam
incentivar o homicídio, o infanticídio, o incesto e a
desumanização da mulher – e (quase) todos nós sabemos que tamanhas atrocidades são erradas.
Se um homem vender sua filha como escrava, esta não lhe sairá como saem os escravos. — Êxodo, 21:7Há pessoas que classificam estes versículos como metáforas ou parábolas e, como tal, podem ter várias interpretações, pelo que não devemos levá-los à letra e usá-los para criticar negativamente o conteúdo presente na Bíblia. Esta observação é válida, assim como é válida, por exemplo, a leitura metafórica que muitas pessoas têm sobre a multiplicação dos peixes, em que Jesus, na verdade, repartiu maná (um alimento produzido milagrosamente e que tem um sabor semelhante aos bolos de mel). Existem múltiplas análises para uma só passagem bíblica, incluindo as referentes aos animais, pelo que a Bíblia não é uma prova objectiva de que os animais existem para os nossos interesses.
[Deus castiga crianças por estas terem troçado de um profeta]
Então, subiu dali a Betel; e, indo ele pelo caminho, uns rapazinhos saíram da cidade, e zombavam dele, e diziam-lhe:
Sobe, calvo! Sobe, calvo!
Virando-se ele para trás, viu-os e os amaldiçoou em nome do Senhor; então, duas ursas saíram do bosque e despedaçaram quarenta e dois deles. — 2 Reis, 2:23-24
Se um homem casar com uma mulher, e, depois de coabitar com ela, a aborrecer,
e lhe atribuir actos vergonhosos, e contra ela divulgar má fama, dizendo: Casei com esta mulher e me cheguei a ela, porém não a achei virgem,
então, o pai da moça e sua mãe tomarão as provas da virgindade da moça e as levarão aos anciãos da cidade, à porta (...)
Porém, se isto for verdade, que se não achou na moça a virgindade,
então, a levarão à porta da casa de seu pai, e os homens de sua cidade a apedrejarão até que morra, pois fez loucura em Israel, prostituindo-se na casa de seu pai; assim, eliminarás o mal do meio de ti. — Deuteronómio, 22:13-21.
Quem for achado será trespassado; e aquele que for apanhado cairá à espada.
Suas crianças serão esmagadas perante eles; a sua casa será saqueada, e sua mulher, violada.
Eis que eu despertarei contra eles os medos, que não farão caso de prata, nem tampouco desejarão ouro.
Os seus arcos matarão os jovens; eles não se compadecerão do fruto do ventre; os seus olhos não pouparão as crianças. — Isaías, 13:15-18
Ao anoitecer, vieram os dois anjos a Sodoma, a cuja entrada estava Ló assentado; este, quando os viu, levantou-se e, indo ao seu encontro, prostrou-se, rosto em terra. (...)
Mas, antes que se deitassem, os homens daquela cidade cercaram a casa, os homens de Sodoma, tanto os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os lados;
e chamaram por Ló e lhe disseram: Onde estão os homens que, à noitinha, entraram em tua casa? Traze-os fora a nós para que abusemos deles. Saiu-lhes, então, Ló à porta, fechou-a após si e lhes disse: Rogo-vos, meus irmãos, que não façais mal;
tenho duas filhas, virgens, eu vo-las trarei; tratai-as como vos parecer, porém nada façais a estes homens, porquanto se acham sob a protecção do meu tecto. — Génesis, 19:1-8
Então, a primogénita disse à mais moça: Nosso pai está velho, e não há homem na terra que venha unir-se connosco, segundo o costume de toda terra.
Vem, façamo-lo beber vinho, deitemo-nos com ele e conservemos a descendência de nosso pai. (...)
E assim as duas filhas de Ló conceberam do próprio pai. — Génesis, 19:31-36
Não matarás. — Êxodo, 20:13
E disse Deus ainda [a Adão e Eva]: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que se dê semente; isso vos será para mantimento.
E todos os animais da terra, e a todas as aves dos céus, e a todos os répteis da terra, em que há fôlego de vida, toda erva verde lhes será para mantimento. E assim se fez. — Génesis, 1:29-30
O que imola um boi é como o que comete homicídio; o que sacrifica um cordeiro,
como o que quebra o pescoço a um cão (...) — Isaías, 66:3
Misericórdia quero e não holocaustos. — Mateus, 9:13
Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se. (...) Então, disse Daniel ao cozinheiro-chefe, a quem o chefe dos eunucos havia encarregado de cuidar de Daniel, Hananias, Misael e Azarias:
Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias; e que se nos dêem legumes a comer e água a beber. (...) Ele atendeu e os experimentou dez dias.
No fim dos dez dias, a sua aparência era melhor; estavam eles mais robustos do que todos os jovens que comiam das finas iguarias do rei.
Com isto, o cozinheiro-chefe tirou deles as finas iguarias e o vinho que deviam beber e lhes dava legumes. — Daniel 1:8-16
Mas pergunta agora às alimárias [animais irracionais],
e cada uma delas te ensinará;
e às aves dos céus,
e elas to farão saber.
Ou fala com a terra, e ela te instruirá;
até os peixes do mar to contarão. — Jó 12:7-8
O justo atenta para a vida
dos seus animais,
mas o coração dos perversos é cruel. — Provérbios 12:10
O Senhor é bom para todos,
e as suas ternas misericórdias
permeiam todas as suas obras. — Salmos, 145:10
O Senhor ampara os humildes
e dá com os ímpios em terra. (...)
e dá o alimento aos animais
e aos filhos dos corvos, quando clamam. — Salmos, 147:6-9
Bem-aventurados os misericordiosos,
porque alcançarão misericórdia. — Mateus, 5:7
Até quando estará de luto a terra, e se secará a erva de todo o campo? Por causa da maldade dos que habitam nela, perecem os animais e as aves; porquanto dizem: Ele não verá o nosso fim. — Jeremias, 12:4
O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andarão juntos, e um pequenino os guiará.
A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; o leão comerá palha como o boi. (...)
Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar. — Isaías, 11:6-9
*
“Não matarás” não se aplica apenas ao assassinato de seres humanos, mas ao assassinato de qualquer ser vivo; e este mandamento foi inscrito no coração do homem muito antes de ser proclamado do Sinai. — Leo Tolstoy
publicado em
Muitas pessoas acusam a alimentação vegetal de ser bastante dispendiosa, o que não a torna acessível para todos e, consequentemente, elitista. Esse pensamento formou o estereótipo do veganismo ser coisa de brancos ricos e que só é praticável para a camada social privilegiada, deixando as mais humildes de fora. Cada vez mais se fala disso como um facto indestrutível, mas será mesmo verdade?
publicado em
17/01/2019
Dieta vegetariana eliminaria mais de 8,000 casos de cancro por ano no Reino Unido, diz estudo
Um estudo revelou que uma alimentação vegetariana poderia reduzir, drasticamente, o número de casos anuais de cancro no Reino Unido. Só o corte do consumo de carne vermelha e processada levaria a menos 8,800 casos de cancro.
publicado em
É a pergunta que não se quer calar: afinal, o que comem os vegetarianos? Como conseguem eles suprir todas as necessidades nutricionais sem sacrificar o sabor? Não será uma alimentação totalmente vegetal demasiado restrita e limitada?
Numa sociedade que centra a sua alimentação nos produtos de origem animal, é normal a dúvida imperar: afinal, estamos a falar de uma mudança considerável dos nossos hábitos. Para além disso, estamos tão acostumados a olhar para os produtos de origem animal como parte essencial da nossa alimentação que acabamos por esquecer a riqueza do universo vegetal, tanto a nível nutricional como de qualidade e de quantidade.
Quando não quis mais comer animais também fui assaltada por essa incerteza: o que vou passar a comer? Não estava de todo informada, o que pressionou-me a continuar a consumir algum peixe, queijo e ovos. Se, nessa altura, soubesse daquilo que sei hoje, tinha deixado de comer qualquer produto de origem animal sem pensar duas vezes. Isso mostrou-me como nos informarmos devidamente é muito importante.
Não posso falar por todos os vegetarianos que existem no mundo, já que a alimentação de cada um é diferente, mas posso falar por mim e mostrar aquilo que como. Por isso, deixo a lista de alimentos e de produtos básicos que costumo ter na minha despensa (e no frigorífico).
A título de curiosidade, existem cerca de 200 mil espécies de plantas comestíveis e das quais só 0,06% são usadas por nós. A Natureza é-nos generosa e, mesmo assim, preferimos continuar com um sistema cruel e insustentável que mata biliões de animais todos os anos.
Numa sociedade que centra a sua alimentação nos produtos de origem animal, é normal a dúvida imperar: afinal, estamos a falar de uma mudança considerável dos nossos hábitos. Para além disso, estamos tão acostumados a olhar para os produtos de origem animal como parte essencial da nossa alimentação que acabamos por esquecer a riqueza do universo vegetal, tanto a nível nutricional como de qualidade e de quantidade.
Quando não quis mais comer animais também fui assaltada por essa incerteza: o que vou passar a comer? Não estava de todo informada, o que pressionou-me a continuar a consumir algum peixe, queijo e ovos. Se, nessa altura, soubesse daquilo que sei hoje, tinha deixado de comer qualquer produto de origem animal sem pensar duas vezes. Isso mostrou-me como nos informarmos devidamente é muito importante.
Não posso falar por todos os vegetarianos que existem no mundo, já que a alimentação de cada um é diferente, mas posso falar por mim e mostrar aquilo que como. Por isso, deixo a lista de alimentos e de produtos básicos que costumo ter na minha despensa (e no frigorífico).
A título de curiosidade, existem cerca de 200 mil espécies de plantas comestíveis e das quais só 0,06% são usadas por nós. A Natureza é-nos generosa e, mesmo assim, preferimos continuar com um sistema cruel e insustentável que mata biliões de animais todos os anos.
publicado em
Desde que Dominion foi lançado e reproduzido em vários países, inúmeras consciências têm despertado para a realidade que circunda a vida dos animais explorados para alimento, pesquisas, entretenimento, domesticação, caça e vestuário. O documentário, que conta com registos captados por drones, expõe a crua verdade que muitos teimam em rejeitar: que não existe uma forma correcta ou humana de matar alguém.
Cozinhar sem leite, ovos, gelatina e mel? Sim, é completamente possível! Seja como agente de crescimento, de ligação, ou até mesmo para adoçar, existem bastantes ingredientes 100% vegetais que fazem o mesmo trabalho e que não interferem na qualidade e sabor dos pratos.
Neste e-book encontrarão dezenas de alternativas de origem vegetal para todos esses produtos de origem animal, assim como informações importantes, comparação de doses e algumas receitas de fazer água na boca. Vejam como podem fazer panquecas sem ovos, cheesecake sem gelatina, entre outras delícias sem crueldade, e abracem o lado verde da força❤
publicado em
Aproveitem o bom tempo para fazer um belo piquenique sem recorrer a alimentos com ingredientes de origem animal. Vejam algumas dicas e tenha um dia maravilhoso e sem crueldade❤
publicado em

A Julia Harger, do Vegana é a Sua Mãe (site que já referi aqui e aqui) criou um livrinho bastante elucidativo sobre o veganismo e como este é fácil de ser praticado no nosso dia-a-dia. Mais focado na alimentação, por ser o assunto que mais levanta dúvidas, o manual também explica que o veganismo vai mais além disso, rejeitando tudo o que comporte exploração de animais como testes, entretenimento e vestuário. Outras abordagens, como alimentação vegana para crianças, nutrição, consumo de animais e impacto ambiental, entre outras, não foram descuradas e encontram-se igualmente incluídas. Quarenta e duas páginas cheias de amor e que valem a pena ser lidas e reflectidas ❤
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Muitas pessoas classificam o mel como um produto de origem vegetal e não de origem animal porque “deve-se à extracção do pólen das flores”. No entanto, a extracção do pólen é realizada por um animal, cuja finalidade é a alimentação de todos os elementos da colmeia. Assim, o mel torna-se num produto de origem animal porque é criado pelas abelhas e não surge directamente das flores.
As abelhas sugam o néctar da flor, depositando-o no papo ou na vesícula nectífera. Inicialmente, as enzimas decompõem o açúcar do néctar em outros dois mais simples — a frutose e a glicose — enquanto outras secreções são adicionadas enquanto a abelha realiza o transporte, adicionando outras enzimas como a invertase, a diastase, a oxidase, a catalase e a fosfatase. É na colmeia que a abelha deposita o néctar em favos, onde perderá uma grande quantidade de água e tornar-se-á em mel.
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