Mostrar mensagens com a etiqueta ciência & senciência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ciência & senciência. Mostrar todas as mensagens

Emoções nos animais | Um ensaio científico de Marc Bekoff


Nota do blogue: O estudo aprofundado das emoções nos animais é relativamente recente, o que explica o actual desacordo entre os científicos que Bekoff aborda no seu ensaio. O assunto foi continuamente tratado do ponto de vista filosófico e científico, embora compactado numa bolha de investigação conhecida como o behaviorismo. Basicamente, o argumento behaviorista é este: Por que os seres humanos postulam a consciência e todas as suas implicações quase humanas em animais para explicar algum comportamento, se a mera resposta-estímulo é uma explicação suficiente para produzir os mesmos efeitos? Grosso modo, é uma visão mecanicista.
Apesar deste reducionismo ter atrasado a especialização científica e académica sobre como a emoção animal realmente funciona, hoje já sabemos que esta questão é bem mais complexa.

Este artigo de Marc Bekoff, apesar de ser de 2000 e de assentar numa bibliografia das décadas de 80 e 90, continua bastante actual e expõe estudos e informações essenciais para compreendermos a emoção nos animais.

Sobre o autor: Marc Bekoff é um biólogo, ecólogo comportamental e professor emérito de Ecologia e Biologia Evolutiva da Universidade do Colorado. As suas áreas de estudo passam pelo comportamento animal, etologia cognitiva (o estudo das mentes dos animais), ecologia comportamental e conservação compassiva. É autor de mais de 1000 ensaios e de 30 livros, incluindo The Emotional Lives Of Animals, Encyclopedia Of Animal Behavior e Rewilding Our Hearts: Building Pathways of Compassion and Coexistence.

Fotógrafa retrata ratinhos resgatados de um laboratório


Rachele Totaro é uma activista italiana que utiliza a fotografia como forma de sensibilização. Depois de uma operação para libertar ratos explorados em laboratórios, pegou na sua máquina e captou as reacções deles no primeiro dia que tiveram fora das gaiolas. O objectivo é passar uma mensagem contra os testes em animais.

«Mas nem peixe?»


O silêncio também grita nós é que não o ouvimos

Temos um pensamento bastante cartesiano quando procuramos justificar a captura, morte e consumo dos peixes: geralmente, comentamos que estes não sentem nada e que os seus movimentos são puramente mecânicos. E que, se sentissem realmente alguma coisa
gritariam.

O som (ou, neste caso, a sua ausência) transforma-se numa arma argumentativa para nos distanciarmos ainda mais desses animais: a morte de cerca de dois triliões de peixes, por ano, passa a ser um dado insignificativo e, no máximo, um mal necessário.
Tornar o som como indicador de que alguém sente dor é redutor: nós não afirmamos que uma pessoa não é capaz de experimentar dor só porque não fala: nem nos passaria sequer pela cabeça considerar uma coisa destas.
Porque, então, aproveitamo-nos disto para desculpar a exploração que cometemos com os peixes?

Senciência e consciência de si nos animais


“Estou disposto a acreditar que sempre que o cérebro começa a gerar sentimentos primordiais — e isso poderá acontecer bastante cedo na história evolutiva — os organismos tornam-se sencientes numa forma primitiva (1). A partir desse momento, poderá vir a desenvolver-se um processo de um eu organizado [organized self] que se acrescenta à mente, garantindo assim o início de mentes conscientes mais complexas. Os répteis, por exemplo, merecem essa distinção, as aves ainda mais, e para os mamíferos não há qualquer dúvida. A maioria das espécies cujo cérebro dá origem a um eu [self] fá-lo a um nível nuclear. Os humanos possuem tanto um eu nuclear como um eu autobiográfico. Há uma série de mamíferos que provavelmente também têm ambos, como os lobos, os nossos primos símios, os mamíferos marinhos, os elefantes, os felídeos e, claro está, aquela espécie especial chamada cão doméstico.” 
António Damásio. O Livro da Consciência. Lisboa: Temas e Debates. 2010, 45 [Self Comes to Mind.Constructing the Conscious Brain. London: William Heinemann. 2010, 26]

E as plantas?


Nos meus primeiros anos sem comer animais, muitas pessoas procuraram provocar-me sarcasticamente com perguntas que elas próprias sabiam ser ridículas: uma delas foi, precisamente, sobre as plantas.

Beleza em tons de rosa: A 'dryocampa rubicunda’


A dryocampa rubicunda é uma traça norte-americana da família Saturniidae que prima pelas suas cores singulares: o seu corpo é amarelo e as asas cor-de-rosa com uma faixa amarela triangular. Os machos têm as antenas mais espessas, embora sejam mais pequenos do que as fêmeas: eles atingem uma envergadura de 32 a 44 milímetros, enquanto as fêmeas chegam a alcançar os 50 milímetros.