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Fotografia premiada de português expõe o problema da sobreexploração pesqueira


João Rodrigues foi um dos fotógrafos que se destacou no Underwater Photographer of the Year, um concurso fotográfico dedicado exclusivamente ao tema subaquático. O português ficou em segundo lugar na categoria de conservação marinha, ao captar uma móbula a ser cortada com uma catana. A fotografia foi considerada a mais angustiante pelos juízes, cuja mensagem intransigente deve ser vista pelo maior número de pessoas possível.

«Mas nem peixe?»


O silêncio também grita nós é que não o ouvimos

Temos um pensamento bastante cartesiano quando procuramos justificar a captura, morte e consumo dos peixes: geralmente, comentamos que estes não sentem nada e que os seus movimentos são puramente mecânicos. E que, se sentissem realmente alguma coisa
gritariam.

O som (ou, neste caso, a sua ausência) transforma-se numa arma argumentativa para nos distanciarmos ainda mais desses animais: a morte de cerca de dois triliões de peixes, por ano, passa a ser um dado insignificativo e, no máximo, um mal necessário.
Tornar o som como indicador de que alguém sente dor é redutor: nós não afirmamos que uma pessoa não é capaz de experimentar dor só porque não fala: nem nos passaria sequer pela cabeça considerar uma coisa destas.
Porque, então, aproveitamo-nos disto para desculpar a exploração que cometemos com os peixes?

10 documentários para despertar a consciência

Compaixão  A virtude de compartilhar o sofrimento do outro. Olhar para o outro.
Empatia  Considerar a possibilidade de uma perspectiva diferente da sua. Olhar com os olhos do outro.

Cada vez mais organizações, associações e particulares mostram o quanto é essencial encaixarmos a compaixão e a empatia no âmago das nossas responsabilidades e deveres como seres humanos. Há uns anos atrás isso não se sentia tanto, mas o grito silenciado do planeta levou a um despertar ético que, ainda assim, continua a não ser aceite por muitos de nós. É urgente compreendermos que o mundo não é uma pirâmide antropocêntrica e que existe mais vida para além da nossa e que essa vida quer continuar a respirar, a existir.
E que não quer sofrer.

Fazer mal aos outros, só porque são animais não-humanos e os consideramos inferiores, comporta outras consequências que encontram-se firmemente interligadas mas que insistimos em desmenti-las: a desflorestação, o aquecimento global, a fome mundial e os problemas de saúde são algumas delas.

Abaixo seguem alguns documentários que vão, com certeza, mostrar como precisamos de mudar os nossos hábitos quotidianos. Aproveitem as férias e juntem a família e/ou os amigos para vê-los.