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Sinceramente, basta.

 
Há proposições que, francamente, não sei como se formam na cabeça de algumas pessoas: é que são tão, mas tão incongruentes, e simultaneamente tão apoiadas e aplaudidas, que fico demasiado perplexa para conseguir pensar se hei-de pensar.
A minha confusão deveu-se com uma notícia que relatava o apelo da modelo Sara Sampaio para que o hediondo festival Yulin, na China, findasse. O evento referido passa-se anualmente e sacrifica, de forma indescritivelmente brutal, mais de dez mil cães. Obviamente que apoio abertamente a interrupção definitiva desta barbaridade tamanha, pelo que peço que se assine esta petição (e esta também); todavia, ocorreu uma troca acesa nos comentários dessa notícia que deixou-me um tanto quanto desorientada: a conversa entre os internautas aqueceu e, de repente, uma discussão sobre a diferença entre um cão e uma vaca, de que o primeiro não é para comer e a segunda é, que matar o cão não é o mesmo que matar a vaca, entre outros argumentos que reflectem bem a compaixão selectiva que ainda mina a mentalidade da maioria da população, estendeu-se compulsivamente.

A crueldade da indústria de ovos


Muitas pessoas desenham mentalmente uma vasta paisagem rural cheia de tons verdes e azuis, onde as galinhas são deixadas ao ar livre enquanto debicam no chão e sacodem as asas ao sol. Automaticamente, a compra e o consumo de ovos é classificado para essas pessoas como natural e inofensivo, já que o bem-estar animal é completado pela dignidade, pela liberdade e pela preservação da vida dos animais: afinal, as galinhas não necessitam de morrer para dar ovos.

Essa concepção errada começa prematuramente, quando na escola ou em casa são ensinados os vários animais de quinta às crianças com a ajuda das instruções devidas: os porcos e as vacas sorridentes numa quinta colorida com as galinhas empoleiradas nos seus dorsos. A imagem passada fica retida até a uma provável ruptura através da informação correcta. Infelizmente, tal informação é forçadamente ocultada pelas empresas que lucram com a exploração dos animais, tornando-a quase inacessível já que quase ninguém procura questionar sobre o que está a comer. Assim, expandir a verdade é meio caminho andado para o cair do pano e revelar a realidade nua e crua que é a indústria de criação intensiva.